Linhas de pesquisa
IA em medicina e 3D
O laboratório não pesquisa inteligência artificial em abstrato. Pesquisa três conversões: a imagem em objeto, a imagem em decisão e o modelo em referência dentro da sala cirúrgica.
FrenteI
Da imagem ao objeto
Converter tomografia e ressonância em modelo anatômico imprimível, com o menor número possível de decisões manuais.
A etapa que domina o tempo — e a qualidade — é a segmentação. Hoje ela é feita à mão, corte a corte, por alguém que sabe onde a densidade engana: a díploe que some quando o limiar sobe, o hematoma que encosta no córtex, o forame que a morfologia fecha sem avisar. É exatamente aí que um modelo treinado tem o que fazer.
O laboratório já opera o percurso completo em crânio, coluna, encéfalo (reconstrução cortical por FreeSurfer) e vasculatura por angio-TC, e o aplica também fora da clínica: reprodução de crânios de hominíneos para o ensino de evolução humana e morfometria digital sobre modelos de repositórios acadêmicos abertos.
- Em desenvolvimento: auto-segmentador para impressão 3D, com conferência humana obrigatória antes da exportação.
FrenteII
Da imagem à decisão
Instrumentos de escore que transformam achado de imagem em conduta justificável — e auditável.
Boa parte das escalas que a neurocirurgia usa foi construída há décadas, sobre tecnologia de imagem que já não é a nossa. O laboratório desenvolve instrumentos próprios por um fluxo sistemático: definição de domínios, ponderação e validação em coorte antes de qualquer uso clínico.
Nenhum deles substitui o julgamento da equipe; todos existem para tornar esse julgamento explícito.
FrenteIII
Do modelo à sala
Levar o planejamento para dentro do ato cirúrgico sem depender de plataforma proprietária.
Planejamento de craniotomia, de instrumentação de coluna e volumetria de hematoma já rodam como ferramentas do laboratório, no navegador.
A frente seguinte é a navegação: neuronavegação em realidade aumentada com dispositivos de prateleira para trauma e hematoma de urgência, um neuronavegador de construção simples e custo baixo, e um braço robótico fabricado por impressão 3D para coluna e estereotaxia sem arco. Esta frente está em desenvolvimento e ainda não tem uso clínico.
Frente II
Instrumentos clínicos
Todos estão em desenvolvimento. Nenhum foi validado prospectivamente, e nenhum deve ser usado para decisão clínica.
| Instrumento | Área | Objetivo | Estágio |
|---|---|---|---|
| BRAIN-N | Trauma | Classificação tomográfica no traumatismo cranioencefálico, concebida para substituir a escala de Marshall. | Em desenvolvimento |
| EPM Score | Malformação arteriovenosa | Estratificação de risco em MAV por quatro domínios, com sub-índices paralelos (EPM-M, EPM-R, EPM-E, EPM-O). | Em desenvolvimento |
| DARR | Aneurisma | Predição de risco de ruptura de aneurisma sacular intracraniano. | Em desenvolvimento |
| GBM-TDS | Neuro-oncologia | Apoio à escolha terapêutica em lesão provável de glioblastoma recém-diagnosticada, para discussão em tumor board. | Em desenvolvimento |
| Índice CCI | Craniofaringioma | Primeira aplicação do fluxo sistemático de construção de instrumentos do laboratório. | Em desenvolvimento |
| Índice Cavalheiro | Hidrocefalia | Predição de resposta à derivação na hidrocefalia de pressão normal idiopática. | Em desenvolvimento |